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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Resenhas Pernambucanas



Salvador, São Paulo, Espanha, Pernambuco. Adaptável. Essa é uma boa caracteristica para se atribuir a minha pessoa. Depois de seis meses seguidos em Salvador, precisava viajar um pouco, de preferência para um lugar tranquilo e de quebra com a companhia do meu bofe, e foi assim que eu vim parar numa pequena cidade do interior de Pernambuco. Vou dividir com vocês algumas experiências dessa viagem.

A resenha já começou no ônibus de viagem, na vinda para cá. Viajei sozinha ( O gato já se encontrava na cidade de destino), escolhi uma poltrona quase no fim do bus na mera esperança de ter uma viagem tranquila visto que o ônibus estava praticamente vazio. Mas na segunda parada entraram três sujeitos no minímo engraçados. De sotaque arrastado e cheio de gracinhas eles estavam contagiados pelo álcool, aí vocês já imaginam né? Foi um trêlêlê danado no fundão. Mantive a compostura, mas em alguns momentos foi inevitável o riso, os caras sentaram numa poltrona atrás da minha e em determinado momento o tiozinho que parecia que tinha comido uma feijoada azeda liberou uns 'gases poluentes' ( Argh!!) que tomou conta do espaço! Os três seguiram a noite conversando e dando altas risadas, a cada parada se abasteciam com mais cerveja e conhaque, quando finalmente dormiram foi aquela sinfônia de ronco. Resultado: Cheguei da viagem exausta, pois mal pude dormir!

Na cidade foi um zumzum só, todo mundo querendo ver a namorada do Gato que vinha da Bahia. Não sei porque o fato de eu ser de Salvador chamou tanta atenção, e como não poderia deixar de ser tem uma gay aprendiz aqui no povoado. A bichinha é gaga, pintosinha e tem apenas 15 anos, reina sozinha aqui, pois é a única ( pelo menos que eu saiba! :D ), ela tem um recalque comigo porque outrora sua prima estava num flerte seco com meu gato via orkut, e eu botei a talzinha em seu devido lugar ( tb via orkut).
A gay estava planejando articular uma ficada entre a prima dela e meu gato, mas a minha chegada fez com que seus planos fossem todos por água abaixo. A pintosinha me olha com uma cara que é um misto de ódio e admiração, cada vez que eu saio com um look diferente ela me olha minuciosamente, e eu para completar o transe dela retribuo seu olhar e em seguida coloco meus óculos a La Paris Hilton, ahh aí ela quer morrer!! hahaha.

Eu tenho a sorte de estar com um cara educado e tranquilo. Esse fim de semana fomos a cidade ao lado, curtir um partido alto, em busca de um lugar mais animado em que pudessemos dançar e tomar umas "geladas". Perua como sou, escolhi um tubinho tomara-que-caia preto, um salto pink, fiz a make, soltei o cabelo, e vamos lá rumo ao partido! A mulher quando se sente bonita e segura de si mesma, não dá outra: É um arraso!
Ao chegarmos na festa pude perceber que alguns olhares se voltaram em minha direção, e não foram só masculinos, mulheres também. Algumas com uma brecha de simpatia e outras no recalque! Eu não tava nem aí e curti minha festa de montão, o engraçado é que os caras esperavam meu bofe sair para ir ao banheiro para começar a soltar risinhos e assobios! E eu fazendo cara de paisagem, que não tava percebendo nada!
A volta pra casa foi tranquila até o momento que contei ao gato das cantadas que recebi, o pobre se desconcentrou na direção da moto e fomos parar no chão! hahaha, caimos bem no acostamento da estrada, e por sorte encima do mato.. então só tivemos ferimentos leves! Mas aprendi a lição: Nunca conte esse tipo de coisa ao sujeito enquanto ele estiver dirigindo! hahaha..

Até breve...

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sábado, 8 de janeiro de 2011

A MORTE DE LUCAS GREENFER

ATENÇÃO – Esse post é ridiculamente enorme e você tem coisas melhores pra fazer. Tipo... Dormir. A minha morte não é muito importante por que na verdade eu nunca existi. Bom, existi, pois todas as histórias aqui foram reais e aconteceram de verdade no período de Setembro à Dezembro de 2010 em algum lugar do nordeste brasileiro. Viktor é uma pessoa real. Bruno é uma pessoa real. As fotos presentes em “Ou paz ou pais” são da minha pessoa mesmo, e não foram pesquisadas do Google como as outras. A foto nessa postagem também sou eu. Essa é a minha morte. Ou morte de parte de mim. Se você já está lendo até aqui provou que não quer dormir. Pois bem. Fique confortável em sua cadeira ou deite sob seu notebook e prepare-se. Você não vai dormir fácil no fim dessa história. Mas você não quis dormir quando eu pedi, né?

Anteriormente em “Lucas Greenfer”

(Barulho de flashback FHHSHHOHSSHOOOOHHHWWW)

Viktor 1 - Essa é minha vida. Me humilhando pra porra d’um cliente levar um videogame pra no fim do mês vê se consigo uns cinqüenta reais de comissão a mais do meu mísero salário de estagiário. Mas hoje é sexta feira! Hoje é dia de me jogar na porra da noite e esquecer de tudo! Um dos que aplaudiam mais era um senhor, que no chute eu daria uns 45 anos, alto, estiloso. Demorou pr’eu perceber que ele me assistia. Sempre sorrindo. Sempre.

Viktor 2 – Ele é atrevido. Seus olhos fitavam os meus. Fritavam os meus movimentos e intenções. Esfregava seu corpo em mim. Me segura pelo braço e entrelaça os dedos com os meus. Eu retribuo. Passo a mão naquela barba grisalha mal feita e olho pr’aqueles olhos profundos e experientes. Pela primeira vez, depois de tanto tempo de curiosidade e vontade eu foderia/seria fodido por um cara. Então ele freiou o carro. Deixou seu amigo Bruno na porta de seu prédio e ordenou que eu fosse pro banco da frente. Me tascou um beijo alucinante e foi abrindo o zíper da calça.

Viktor 3 – Nunca me imaginei completamente bêbado, chupando o pau de um estranho dentro do carro dele em movimento. Ele brincava comigo. Me tinha em suas mãos. Literalmente. Até que se cansou e sumiu por alguns segundos. Então eu senti algo maior que dedos dentro de mim.

Bruno – Boa tarde senhor, posso ajudá-lo?

O Dia foi bom hoje. Com sorte chego a minha comissão no fim do mês. Minha vida voltou aos trilhos e eu tô ficando até com uma garota legal. --- Eu estava agachado no balcão de vidro da minha loja. Levantei a cabeça. Congelei. Era Bruno. Então o eu popular e meu eu que escondo entraram em choque... Eu fui descoberto.

AGORA em Lucas Greenfer



Aline estará lá hoje. O show será foda. E eu já to de olho nela faz tempo. Como sempre coloco uma roupa qualquer, borrifo meu perfume Coffee Man de qualquer maneira e me jogo no ônibus. Pulo do ônibus e o palco já está armado. A horda, escória, patota e amontoado de roqueiros sujos, de preto, barulhento e destruidores já estavam pulando e na roda de polga na frente do palco. Eu fazia parte deles. Rapidamente já consegui vários hematomas e cortes no queixo, supercílio e no lábio inferior. É assim que eu vivo. Só me sinto vivo quando sinto a dor. Em algum filme trash/Cult aprendi uma das minhas filosofias de vida “A dor é necessária, pois ela nos faz sentir vivos”. A banda Devotos destruía o palco com seu som cheio de atitude. Num dos intervalos entre músicas aproveitei pra comprar um latão de cerveja e no meio do caminho de volta a galera tava lá. Aline também. Depois de um papo rápido eu lhe compro um latão. Depois de uns goles de álcool quem sabe como uma fêmea fica, né?

Conversamos um pouco e eu voltei à roda de polga. Precisava me sentir vivo. E logo depois eu precisava ir ao banheiro. Já havia bebido três latões e minha bexiga já havia sido chutada. No meio do caminho Viktor aparece.

1..

2..

3..

- E aí?

- Opa... Tudo bem?

- Tudo. Quando tempo, né?

- Ô.

- Naquele dia, deu tudo certo no trabalho.

- Aham. Aham. Foi tudo tranquilo.

- Que bom. Cê vai fazer o quê depois daqui?

Imediatamente imaginei mais uma loucura do caralho daquelas e eu escrevendo pro blog SAV. Na mesma hora uma parte do meu cérebro chutou a outra: “MAS O QUE PORRA É ESSA? VOCÊ É PUTA DAQUELE BLOG AGORA, É?”. Voltei a mim e encarei a realidade.

- Tô com minha galera aqui.

- Ah. – Falou ele e tomou um gole do seu próprio latão – então tá. A gente se vê por aí.



Essa foi a última vez que eu vi Viktor.



---



O tempo se passou. Lucas Greenfer na verdade é o nome que eu ganharia caso eu não tivesse o nome do meu pai. É. No fim, eu também sou Junior. O Lucas foi essa parte experimental deliciosa da minha vida onde eu provei o novo. Depois daquela noite eu e a Aline nos tornamos cada vez mais próximos até começarmos a namorar. Hoje estamos juntos e o Lucas Greenfer foi ficando cada vez mais de lado, com sua loucura e vontade de experimentar coisas novas. Ele foi pouco a pouco esmaecendo. Pela primeira vez, eu falo diretamente com você, leitor. Sem a máscara do Lucas Greenfer. Mas tenho de dizer que ele morreu. É triste. Ele era foda, mas não existe mais. Me ensinou muita coisa, me mostrou muita coisa e meio que me considero um cara mais completo e consciente de si por causa dele. Ele é uma pessoa espetacular e a Aline só o conheceu por essa vitrine bloguística, e já declarou amor ele também. Senti até ciúmes, porque ele não sou eu. Foi parte de mim. Parte que não tinha. Parte que partiu.

Mas que pode voltar. Quem sabe?

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A primeira vez a gente nunca esqueçe..


Minha primeira experiência homossexual aconteceu depois de algumas semanas de visitas a salas de Bate Papo da Uol (lésbicas).

Depois que o meu último namorado tinha se revelado gay, eu comecei a me questionar: “Porque não conhecer um pouco mais esse lado da vida?!” Como frequentemente saiamos para a aula de Canto Coral e depois esticávamos até ao CyberCafé mais próximo (a inclusão digital ainda não existia), foi mais fácil ter um contato com outras pessoas que também tinham curiosidades como as minhas. Ficavamos horas nessas salas e num desses dias, conheci aquela que seria a primeira mulher com qual eu me envolveria. Ela se Chamava Line, depois de algumas frases com ela na sala, partimos para o MSN, ela era casada, tinha 28 anos e seu marido sabia da sua bissexualidade! Ela me deu seu número e eu muito curiosa liguei, Ah!, não custava nada, só estava conhecendo uma nova amiga! Liguei!, e quando ouvi uma voz bem doce e meiga do outro lado da linha, senti meu corpo estremecer de uma maneira que nunca tinha sentido antes!

A Line tinha uma voz macia como um veludo. Ficamos horas no telefone, e eu fiz vários e todos os tipos de perguntas a ela, afinal ela tinha experiência e eu só estava começando, ela me respondia tudo sem nenhum constrangimento. E foi assim durante algumas semanas, nosso contato acontecia por internet e/ou telefone. Eu já me sentia a vontade conversando com ela, e a cada dia minha vontade de conhecê-la pessoalmente aumentava.

Eu ficava imaginando como seria seu toque, sua boca percorrendo meu corpo... e ficava excitada só de pensar nisso! Line foi quem tomou coragem e fez o convite: "Porque você não vem a minha casa? Tomamos um vinho conversando e se você se sentir a vontade..."

Combinamos que seria no dia seguinte pela manhã, eu saí de casa dizendo a minha mãe que iria a escola, fui andando até o lugar que havíamos marcado e quando cheguei pude ver um carro parado. Era ela e não estava sozinha, Seu marido a acompanhava! Não posso descrever o misto de sensações que tive na hora, era uma tremedeira, um calor que subia meu corpo, uma ansiedade...

Line saiu do carro e me cumprimentou, e ficamos conversando por uns minutos, ela me explicou que seu marido tinha vindo porque ela não sabia dirigir. Entramos no carro e partimos pra sua casa. Ao entrar ela me conduziu a sala e me ofereceu uma taça de vinho, pra descontrair o ambiente! Ela sabia muito bem o que eu queria e então colocou um filme erótico, na cena estava duas mulheres se tocando , se beijando.. e sentou ao meu lado. Eu estava sem jeito, sem saber direito o que fazer, ela perguntou se poderia tocar nos meus seios, pois tinha achado eles tão bonitos, eu disse que sim e quando ela tocou senti minha pele arder, não demorou muito e ela começou a beijá-los, passar a língua e mordiscá-los... eu me entreguei a sensação, Sua mão percorria todo meu corpo de uma forma urgente! Ficamos um tempo brincando uma com a outra e então eu percebi uma coisa: Seu marido estava observando escondido, e percebi que ele estava se masturbando! Aquela altura eu já estava tão imersa nas minhas fantasias, que acabei aceitando que ele se aproximasse e nos observasse mais de perto.

Continuamos nossas taras e pela primeira vez pude sentir a boca de uma mulher tocando meu sexo.. Humm! O prazer foi se intensificando e chegamos ao clímax.. seu esposo olhava a cena aturdidamente e também chegou lá...

Line e seu esposo me deixaram perto de casa como tinha sido combinado e ficamos de nos ligar e marcarmos outras aventuras.

Detalhe que nesta época eu ainda era virgem, no sentido de nunca ter sido penetrada por um homem, e no entanto não me privava de certos prazeres sexuais!


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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sexcêntrico: Capitulo II

Capitulo II - Melissa

Já havia se passado algum tempo desde a minha primeira vez com o Carlos, ele havia me procurado algumas vezes, mas por algum motivo eu já havia perdido o interesse nele e sempre inventava uma desculpa ou simplesmente dava um jeito de não encontra-lo. O Carlos não era bobo, e não tardou desistir de ir atrás de mim, meio que me senti aliviado de não precisar dar mais desculpas.

Era apenas mais uma tarde comum e ensolarada de um dia qualquer da semana, quando ouço alguém me chamar no portão, era a Melissa (Sim!, a mesma que posta aqui no Blog), ela estava me chamando para ir no Cyber Café (a palavra Lan House ainda não era muito utilizada), naquele tempo internet era bastante cara e a inclusão digital não era tão comum como hoje em dia, (claro não tínhamos internet em casa!) Conheço a Melissa desde os 12 anos de idade, foi a minha primeira namorada, bem como a primeira pessoa a quem revelei que não gostava de garotas (Ela já sabia claro!, quando namorávamos era um sacrifício para eu beija-la! rs). Íamos sempre para as salas de bate papo, na época Uol e Mirc entravamos em canais GLS com o objetivo de conhecer pessoas novas e eventualmente pegar algumas, e foi em uma dessas tardes de sol que a Melissa conheceu o Valter.

O Valter era um desses universitários nerds que curtiam uma boa putaria, não lembro ao certo como foi o primeiro encontro dos dois, mas o Valter tinha uma proposta para nos fazer, nos levar até um desses estacionamentos onde casais costumam transar a céu aberto com o intuito de ver e serem vistos enquanto praticavam sexo . Quando a mel me falou do convite fiquei bastante tentado a ver do que se tratava assim como ela, e logo marcamos um dia a noite para o Valter nos buscar e nos mostrar essa outra face da libido humana.

Para nós era tudo muito novo, ao chegarmos lá fiquei paralisado ao ver um casal transando encima do carro enquanto alguns homens se masturbavam observando a cena, de tão chocados que estávamos com a situação não quisemos sair do carro, o que sentíamos era uma mistura de perplexidade, insegurança e prazer. Não participamos dos showzinhos, mas passamos a acompanhar o Valter sempre que possível, algumas vezes arriscávamos um sexo oral aqui e ali fora do circuito da orgia, ainda tímidos devido a pouca experiência que tínhamos.

Em uma dessas nossas saídas a Melissa e eu conhecemos o Jefferson, uma carinha boa pinta com um estilo de playboyzinho que nos atraia muito os outros caras do grupo não simpatizava muito com a cara dele, afinal ele sempre acabava pegando as mulheres mais gostosas, era meio que uma dor de cotovelo básica. Como puderam perceber no texto a Melissa e eu sempre fomos melhores amigos, e como melhores amigos que somos iniciamos a nossa primeira aventura a 3 juntos. Sim saímos com o Jefferson sem que o pessoal do clube soubesse e experimentamos uma das relações a 3 mais excitantes que já tivemos dentro de um carro a noite em um estacionamento em frente ao condomínio que morávamos. Apesar de não saber direito o que estávamos fazendo, sabíamos muito bem o que queríamos fazer e fomos com toda sede ao pote.

O tempo como sempre foi passando, e não me lembro como aos poucos fomos perdendo o contato com o pessoal do clube de swing, já não estávamos interessados em fazer parte de tudo aquilo, descobrimos que poderíamos continuar nos divertindo sempre que quiséssemos, mas dessa vez arrumaríamos nossos parceiros por conta própria. Nesse meio tempo a Mel viveu a primeira experiência Homo dela, e eu segui em frente em busca de novas descobertas, claro na maioria das vezes com a participação da minha fiel escudeira.

Continua...

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Bruno


- Boa tarde senhor, posso ajudá-lo?

O Dia foi bom hoje. Com sorte chego a minha comissão no fim do mês. Minha vida voltou aos trilhos e eu tô ficando até com uma garota legal.

Tá tudo nos “conformes”.

- Olá, garoto! – Voz grossa demais pra ser uma mulher. Voz fina demais pra ser um macho.

Eu estava agachado no balcão de vidro da minha loja. Levantei a cabeça. Congelei. Com todas as mercadorias na mão fui me pondo de pé, lenta e aterrorizadamente. Meus olhos se arregalaram. Era Bruno.

Se você, leitor, não sabe quem Bruno, CULPO VOCÊ por não prestar a atenção nos meus posts. Mas como eu sou bonzinho veja aqui quem é Bruno e fique tão chocado e com medo como eu.

Clique na imagem se não consegues ver.

Agora voltemos à programação normal

Era Bruno. O menor detalhe de minha maior destruição. A única testemunha ocular de Viktor. No meu trabalho. Sabendo quem eu era. Sabendo do meu lado. Da minha outra vida.

- Olá garoto pra você também! – Disse eu, cuspindo as letras me engasgando com as palavras. Eu sentia a musculatura de meus olhos se dilatar, de tão abertos – Como você tem passado?

- Eu to ótimo! Você trabalha aqui é?

Exatamente por isso que eu não permiti que o Viktor me desse carona pro trabalho. Seria saber demais. E agora Bruno, o sabe. Eu ainda pensei em inventar uma mentira enquanto ela saia da minha boca, mas seria inútil. Uma voz doce e tranqüilizadora disse-me: “Segura na mão de Deus e VAI, FILHO DA PUTA!”.

- Sim! Trabalho sim!

- Hmmm... legal.. – ele revirou os olhos.

Filho da puta... Filho da puta... FILHO DA PUTA. FILHO DA P-

- Então, como foi lá, depois que eu fui pra casa?

Não existe crime perfeito. E agora ele tá limpando o chão de meu ambiente de trabalho com sangue na frente da minha gerente...

- Foi legal.

- Ele te deixou em casa?

FILHO D-

- Não, fui de busão. Mas então, tá afim de levar um mouse? Só R$10,90 o de entrada PS2!

Como uma katana, meu corte dividiu o ar e atingiu ele.

Sem fazer nenhum efeito.

Ele sorriu. Uma pessoa que só tinha visto uma vez me tinha nas mãos. Seu sorriso era macabro e demonstrava o profundo prazer de poder.

- Não mas agradeço. Acho que vou indo agora.

- Ok então, bom resto de tarde pra ti.

- Pra você também – deu meia volta e se foi.

Ao ir ele segurou o lençol que cobria e abaixo disso eu estava desnudo. Caí de joelhos na cerâmica da loja. Meus olhos estavam tão esbugalhados que minhas pestanas engoliram minhas sobrancelhas. O meu coração bombeava tanto sangue que entrou em disritmia e começou a inflar. Estourou, jorrando meu sangue por todos os lados, principalmente na cara da minha gerente. Ela me olhava com um semblante tenebroso e maquiavélico. Meu maxilar se deslocou e caiu, rasgando minha pele e ao cair, o som de meus dentes tinindo na cerâmica fez as nuvens se tornarem negras e o céu avermelhado. Apoiei minhas mãos no chão e pensei comigo: EU FUI DESCOBERTO.

Isso era o que eu sentia.

O que eu realmente estava fazendo era esperar clientes na entrada da loja.

- Boa noite, senhora! Procurando algo em especial? – falei com um belo, mentiroso e convincente sorriso no rosto. E com uma sensação horrível na mente.

Lucas Greenfer.


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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sexcêntrico


Capitulo I: Carlos

Como todo bom escorpiano sempre dei muito valor ao sexo, logo no inicio da adolescência quando comecei a ter as minhas primeiras experiências sexuais de fato, logo percebi que seria difícil ficar longe da luxuria.

Durante seis anos da minha vida meio que tive um caso com um vizinho, não sabia ao certo como caracterizar aquela relação na época visto que o *Carlos se dizia hetero e eu jamais poderia contar sobre as nossas intimidades a ninguém, hoje em dia parando para analisar percebo que ele foi o meu melhor Pau Amigo, descobrimos o sexo praticamente juntos uma vez que temos a mesma idade com apenas alguns dias de diferença. A minha relação com o Carlos começou aos 12 anos, a nossa química era tão forte que bastava um simples olhar para saber o que exatamente o outro estava querendo, e imediatamente dávamos um jeito de nos pegar, fosse na minha casa, na dele ou em qualquer outro lugar que desse, apenas não conseguíamos ficar sem o sabor do outro.

Ao contrário do que esta parecendo eu só perdi a virgindade aos 17 anos, embora tivessemos um tezão muito forte um pelo outro, eu morria de medo de partir para etapa 2, o Carlos ficava louco com isso, mas eu simplesmente não conseguia ir a diante por medo da dor e mandava ele procurar as garotas que ele costumava comer, nunca tive ciúmes das namoradas dele, pelo contrario eu ate gostava, era uma forma de me livrar da tão temida penetração. Acho que eu era meio carrasco com ele, pois por diversas vezes o fiz implorar pela conclusão dos fatos, mas pacientemente e ate impacientemente em alguns outros momentos ele soube me esperar, e quando finalmente aconteceu posso dizer que nenhum outro jamais conseguiu supera-lo. O inicio da nossa relação sexual de fato foi o começo do fim da nossa relação pessoal.

Ao descobrir o sexo com o Carlos despertei a curiosidade de saber como seriam os diferentes sabores que por mim aguardavam, e como se paredes tivessem caído ao meu redor comecei a perceber que o sexo não se limitava apenas os limites da minha rua e eu estava disposto a atravessar aquela fronteira.

Continua...

*Nome fictício.

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sábado, 27 de novembro de 2010

Viktor - III

ATENÇÃO

ESTE POST CONTÉM MUITO SEXO E VIADAGEM, MAS NEM UM POUCO DE AMOR.

Eu sempre fui machista ao extremo, sabe. Nos meus 12/13 anos eu era um ultra romancista e só me fodi com isso. A partir dos 15 eu comia o que vinha pela frente. Numa semana memorável, arrastei 6 meninas diferentes pro meu quarto. Mulher era um lixo pra mim. Por tudo o que me fizeram passar e por todo o sangue que jorrou literalmente de mim. Naquela época eu era extremamente machista, meio que por vingança. E se esse meu eu machista, perdido nas areias d’um tempo longínquo tivesse uma imagem do mesmo eu de alguns anos pra frente:

Completamente bêbado, chupando o pau de um estranho dentro do carro dele em movimento.

O carro se embrenhava cada vez mais pela madrugada por becos e vielas das quais eu nunca havia visto. Mas eu não parava. Tontamente concentrado eu fazia o serviço que nunca havia feito antes. Meio que não achei nem bom nem ruim. Normal. É só um pau. De tempos em tempos ele pedia pr’eu chupar sua língua e minha pele entrava em contato com sua barba grisalha por fazer. E isso sim foi muito estranho. Nunca havia beijado algo tão rude, másculo e grosseiro quanto eu. Como se eu tivesse me beijando. E eu seria a última pessoa que beijaria na vida. Dou muito valor ao beijo. Acho-o muito mais significativo do que o próprio sexo. Muito mais invasivo também.

Chegamos ao seu prédio. Ele fechou o zíper e mandou-me abaixar a aba do boné pra esconder a cara. Andávamos por um vasto e bem iluminado estacionamento.

- Não olha pra cima. Isso. Fica assim pras câmeras não verem teu rosto.

Com a aba abaixada eu entrei no elevador. Silêncio. Tava tudo girando. Eu nunca havia feito nada como aquilo. “THIS IS MADNESS!” disse uma parte do meu cérebro “MADNESS? THIS IS VIDAAAA!” retrucou a outra parte, chutando a parte de segurança do meu cérebro para o buraco do subconsciente.

As portas se abriram e ele girou a chave de seu apartamento. Entrei. Uma espetacular vista para o mar me engolfava. Inda que fosse de noite o tom sépia da orla parecia ter sido pintado pela mão de um artista enviado por Deus. Em... Viado. SACOU? HAHAHAHA... HAHAH... HAHAhaha... Hah... H... É, sempre fui péssimo como piadista.

Absurdamente bêbado e tonto sinto uma vontade sobrenatural de vomitar. Ele tira minha roupa e me joga no chuveiro. A água fria parece massagear minha carne à cada pingo.

- Eu não lembro o que aconteceu nesse momento –

Uma mancha negra enorme invadiu a cortina translúcida do Box. Uma mão deslizou por ela e a deslocou pro lado. Ele estava nu e veio pra cima de mim. Colocou meu membro em suas mãos e apertou minha bunda enquanto beijava alucinadamente meu pescoço. Nunca gostei de pelos no peitoral, mas os dele ao roçar na minha pele criava uma espécie de energia estática que só deixava tudo mais surreal. Ao beijá-lo minhas mãos acariciavam seu rosto e eram furadas por sua barba grisalha mal feita.

Grosseiro e dominador como mostrou ser desde o começo, num solavanco me virou de costas e colocou seus dedos em mim. A água batia em minha nuca e no momento eu sentia um turbilhão de sensações oscilantes. Sentia medo, alegria, frio, tesão, indiferença, náuseas, dor, insegurança, ódio e principal de todas... Cócegas.

Ele brincava comigo. Me tinha em suas mãos. Literalmente.

Até que se cansou e sumiu por alguns segundos. Então eu senti algo maior que dedos dentro de mim.

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Olhávamos para a varanda iluminada pelo sol matinal. As ondas quebravam numa dança infinita. Eu ainda estava completamente bêbado. Tudo tinha uma aura embaçada como se fosse um sonho. Ele estava comigo deitado no sofá. Seus olhos experientes fitavam o horizonte. Minha cabeça estourava. Eu teria de trabalhar dentro de três horas, mas estava ali, com um estranho nu, em sua casa, do outro lado da cidade. Disse que tinha de ir. Iria trabalhar em pouco tempo. Ele fez um café rápido, filhodaputamente forte, colocou num copo descartável e me entregou. Me vesti e fiz menção de sair. Ele me impediu. Correu no quarto, pegou uma folha de papel A4, sacou um lápis e escreveu qualquer coisa. Sem ler, enfiei o papel no bolso enquanto tomava longos goles de café. Nos despedimos e eu me joguei no sol. Como eu tinha saído de noite não tinha pegado meus óculos escuros e meus olhos se queimaram na manhã (tenho problema de hiper sensibilidade). Como deixei claro que ia só, ele não me deu carona. Em minutos eu estava dentro do ônibus, bebericando as últimas gotas de café ultra mega blaster monster forte. O ônibus demorou mais do que eu esperava e eu me aproximava cada vez mais do meu horário. Piso no asfalto e atravesso a rua. Só faltam trinta minutos. Eu chego com duas bolas de fogo na cara, que alguns chamam de olhos. Mesma roupa da noite. Ressaca de vinho. Corpo mole.

A loja se abre.

- Bom dia senhor! Posso ajudar?

Se vocês que disseram estar ansiosos para ver o fim da minha primeira odisséia acharam que ela teria final feliz, perdão.

Essa é minha vida.

No fim do dia, entre olhares furtivos e comentários maldosos, eu ainda via tudo com uma névoa fantasiosa. Enfiei a mão no bolso. Li o papel. E vi aquilo que era muito mais surreal que a fantasia. Aquilo era a realidade.

E eu sabia que não era o fim.

Lucas Greenfer

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