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quinta-feira, 10 de março de 2011

Lea T: A ascensão da primeira Top Model Transexual do mundo.


Diante de tanto burburinho em torno da primeira modelo transexual do universo, eu fui fazer uma pesquisa sobre a moça, e tenho que reconheçer que a midia Brasileira em especial, não foi muito coerente ao falar da vida da nova celebridade mundial Lea T. Nestas pesquisas pude notar que vários sites e blogs colocavam o perfil de Lea como o de uma figura solitária, que sofre com a conturbada relação com a família católica. Lea é filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, atualmente mora no exterior e é assistente de Riccardo Tisci, diretor-criativo da Givenchy.
Em um trecho de uma matéria feita para Vogue Lea T chegou a dizer que não se dá ao “luxo” de se apaixonar.E se revelou uma pessoa solitária “Nós, transexuais, nascemos e crescemos sozinhos. Após a cirurgia de mudança de sexo, nascemos de novo, mas novamente sozinhos. E, depois, morremos solitários também”.Lembrando que Lea ainda não fez a cirurgia – em entrevista à revista francesa “Vogue”, ela disse que estava marcando o procedimento para o fim deste ano.

Abaixo confira uma entrevista da modelo ao Estadão.

Ao atender o telefone em Milão, onde mora, para conversar com o Estado sexta-feira, Lea T. tosse feito criança e se desculpa: "Estou doente. Está um frio danado aqui e tenho trabalhado muito. Viajar, fotografar é ótimo, mas cansa muito." A mineira que nasceu Leandro Cerezo em Belo Horizonte, cresceu em Gênova e hoje é a transexual Lea T., chega esta semana a São Paulo com motivos para estar cansada. Capa da revista Love (na qual beija Kate Moss), estrela da Givenchy, e a it girl de Riccardo Tisci (amigo e diretor criativo da grife que a alçou ao estrelato), perfilada pela Vanity Fair italiana e a Vogue francesa, entrevistada pela Oprah Winfrey, Lea T. é destaque da edição de 15 anos da São Paulo Fashion Week, em que desfila no sábado para Alexandre Herchcovitch.


A modelo, que há pouco mais de seis meses não queria mais pisar no Brasil, está ansiosa para sua estreia em solo pátrio. "É a primeira vez que faço algo fora da Givenchy e da Europa. Temo um pouco o assédio. Quando me disseram que teria meu camarim, levei um susto. Imagina ter esse privilégio na Europa!" E a mágoa já passou? "Sim. A forma como eu e, principalmente, meu pai fomos tratados pela mídia quase fez com que não quisesse mais voltar. Nem na Itália, onde há tanto moralismo, foi assim. Logo meu país, que faz pose de "liberal", mas é hipócrita, me julgar assim? Foi injusto. Pensei melhor. Minhas raízes estão aí, há muita gente boa, tenho e saber separar. Quem me tratou daquela forma não merece respeito."

A forma à qual se refere Lea diz respeito às notícias de que seu pai, o ex-jogador de futebol e hoje técnico Toninho Cerezo, renegasse o filho transexual. "Absurdo. Meu pai não quis falar com a imprensa porque nem ele nem minha família de Belo Horizonte estão preparados para falar disso. Ainda é tudo muito novo. E sequer me ligaram para saber minha versão", disse Lea sobre o ocorrido. "A versão de que não nos falamos é mentira. Ele foi a pessoa mais doce, que mais compreendeu minha decisão de mudar de sexo, dizendo: "Cresci em ambiente de muita pobreza, já vi de tudo. Sei o que é bom e ruim. Conta comigo para o que der e vier.""

O ídolo do clube genovês Sampdoria não imaginava a onda de boatos e preconceitos que estava para vir, nem Lea. "Nunca pensei que minha estreia como modelo teria essa repercussão. Se isso muda um pouco, não só a moda, mas o mundo, já é muito. "

Lea falou sobre o que mudou, o que o continua o mesmo, so

bre sexualidade, amor e, claro, moda.

Ao aceitar desfilar para Herchcovitch, fez as pazes com o País? Já gostava de seu trabalho?

Só voltaria por um motivo muito bom. Quando o convite do Herchcovitch chegou, tive o motivo.

Adorava. Descobri o Herchcovitch por meio da Geanine Marques. Um dia vi a foto dela e disse para o Riccardo (Tisci) que ele tinha que chamá-la para um desfile. Ela, com seu jeito andrógino, que tanto simbolizo, chamou minha atenção. Depois é que soube que o desfile era do Alexandre.

Por falar no Riccardo, como se conheceram?

Sempre adorei moda. Quando era mais jovem, gastei um apartamento com as grifes japonesas, que adoro. Quando me mudei para Milão, fui trabalhar com moda. Conheci o Riccardo há dez anos. Ele acabara de ser formar na Saint Martins, em Londres, e estava de volta à Itália. Era amigo de uma amiga com quem eu morava. Um dia ela me mostrou uns croquis lindos. Eram dele. E a gente acabou amigo. Hoje é minha família.

O T é em homenagem a ele?

Exato. Devo muito ao Riccardo. Foi ele que um dia, quando telefonei chorando, querendo morrer, desesperada porque não encontrava emprego e não saberia ser prostituta, me apoiou.

Então decidiu que você estrelaria a campanha da Givenchy.

Foi um processo. O que mais admiro nele é a coragem. Como já era assistente dele, fazia todos os testes de roupa. Um dia, no backstage de um desfile, o Luís Moreno (badalado cabeleireiro) viu as polaroides que eu tirava com as roupas e disse ao Riccardo: "Põe a Lea para desfilar". Ele precisava consultar a presidência da Givenchy. Depois os convenceu que eu poderia fazer a campanha da grife, no ano passado.

Sua vida mudou este ano?

O trabalho está uma loucura. Ao mesmo tempo, sou a mesma Lea e enfrento o mesmo preconceito. Semana passada, em pleno metrô de Milão, um cara começou a gritar comigo porque sou transexual. Disse que gente como eu tem que morrer. O que surpreende é que, além de não terem me defendido, depois dele sair do trem, ninguém perguntou se eu estava bem.

E na moda? O que mudou?

Mudou que o Riccardo, ao nos pôr na alta moda, calou a boca de muita gente. Mas ainda há muito trabalho que não consigo, castings que nem faço porque são "só para mulheres".

Nunca foi modelo masculino?

Fui. Mas ouvia: este casting é para homem! Era magrinho, de cabelão, fazia o tipo índio hippie anos 70, as roupas ficavam grandes. Cortei o cabelo para parecer mais masculino. Piorou, fiquei com cara de mocinha Jackson Five.

Fonte: O Estadão

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sábado, 5 de março de 2011

QUE SE FÔDA A MÓDA 2




Tá ok, o último post foi bem radical, mas foi sincero. A maioria das pessoas hoje simplesmente não fazem o que querem. Fazem o que a tv diz. Porra, sério, quero falar aqui. Desabafar mesmo. Uma coisa que começou a aparecer aqui, em meados 2009 são aquelas calças femininas que apertam no tornozelo e tem os fundos soltos e largos. PUTAQUEMEPARIU que coisa feia DO CARALHO! Parece que a fêmea tá CAGADA.

Como alguém veste uma coisa dessas, galera? Me expliquem! É isso que eu falo, se isso fosse bom e bonito de fato sempre existiria, Mas não, um tosco com o reto cheio de grana desenha alguma coisa aleatória e a alta sociedade diz “UAU!”, a mídia diz “UEBA!!” e você diz “QUECOISAISPETACULÁMÔDEUS!!!”.

Então é assim que funciona? A moda deveria ser só uma ferramenta de identificação e expressão assim como outras artes como a cenografia ou, obviamente, figurinismo, mas a moda se tornou numa coisa ditatória que estipula o que é bonito e o que é feio (COMO SE ISSO IMPORTASSE) o que é fashion e o que é “out”, quem é estiloso e quem deve ser CHUTADO da sociedade. E isso é tudo completamente fútil, vazio e supérfluo.

Vista o que quiser, fale o que quiser, faça o que quiser, há de ser tudo da lei! VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA! Não deixe uma porra de tv dizer o que tens de fazer, a moda quem faz é você! Se você se sente bem de mocassim sem meia, CALCE-O! Se você realmente acha all star tragável (eca!) CALCE-O! Se você realmente acha bonito aquelas calças de fundo solto, mesmo que pareça que você tem um sério problema vaginal, VISTA-A! Mas não vista/calce porque todo mundo tá vestindo/calçando ou porque um babaca tá dizendo que é legal ou não, se te serve ou não, se te faz bem ou não.

Estamos vivendo uma era de padronização. Todo mundo quer ser diferente. E por isso mesmo as pessoas estão se tornando cada vez mais iguais, mais cheias de defeitos parecidos, e a moda faz isso. E quem tá fora é hostilizado. A moda NÃO é para todos.

Pois é.

Acho que já falei demais de um assunto que muita gente fala por aqui. Só queria abrir o debate.

Dissertem.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Suspensórios




O suspensório é uma peça prática e elegante que esteve no guarda roupa masculino pelo menos 300 anos no Ocidente. Recentemente os suspensório retornaram ao mundo da moda por conta do apelo vintage das últimas coleções, mas ainda não são uma peça largamente encontrada no Brasil. Foi uma pena que em 201o esse acessório charmosissimo não tenha tido destaque nas coleções de moda, porém não é por isso que não darei o seu merecido destaque aqui no Blog, por que no meu guarda roupa ele é super valorizado. Então vou lhes dar dicas para explorar tudo o que esse acessório tem, e da maneira correta.


* Use com calça jeans ou de sarja (ou se quiser arriscar, uma social). O estilo clássico, pode vir acompanhado ou não de gravata, e é uma elegância despojada. Os coletes, por exemplo, podem acabar criando um clima refinado demais na roupa, coisa que os suspensórios dificilmente fazem. Ao optar por suspensórios em cores e padrões diferentes, você pode quebrar a seriedade da roupa ( ex: o tradicional preto e branco pode ser quebrado com um suspensório colorido). Mas atenção, essa combinação clássica deve ser acompanhada sempre de sapatos sociais ou botas muito, mas muito bem lustradas!!!





* Uma das formas mais práticas de usar o suspensório é com uma camiseta Baby Look ,ais longa, por que o efeito das tiras com a barriga de foraé altamente trash!! Você pode usar com as magas dobradas ou não; pode optar pelos suspensórios clássicos (preto, azul, cinza) ou coloridos.



* Lembre-se, que o suspensório, apesar de ser moderninho, é uma peça clássica que remete ao vintage, por isso cuidado com a formação do look, principalmente com as escolhas das cores, se o suspensório tiver uma cor neutra, use camisas com estampas, calças coloridas, mas se o suspensório for colorido, não abuse das estampas e nem nas cores no resto do look.



Abaixo meu Look favorito




Bjos

Lady Douglas, todas as segundas aqui no SAV

ou todos os dias no www.blogparaladys.blogspot.com

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Que se Fôda a Móda 1


Pois é macho, Está sendo uma grande caminhada. Por aqui já ensinei a você como rastrear, categorizar e abocanhar as fêmeas. Já fui xingado por criticar o Greenpeace e agora estou armado, munido e protegido para socar o âmago de todo gay:

A Moda.

Já faz tempo que eu queria falar sobre isso e até postei aqui, mas o Lucas simplesmente suprimiu, editou, suavizou e cortou tudo aquilo que eu queria fala e o termo “moda” naquele post se tornou “modismo” não da forma relacionada a roupas, acessórios e desfiles, mas ao comportamento “Maria vai com as outras” da sociedade.

Pois bem, agora eu quero falar minha opinião sobre roupas, acessórios e desfile. Tô preparado pra quantidade de purpurina vomitada em mim. Mas eu tenho minha legião de machos pra me proteger, né?

NÉ?!

Porra machos, cês me decepcionam.

Sociologia, filosofia e psicologia confirmam: somos seres sociais. Comunicar, expressar e socializar são coisas tão vitais quanto comer, dormir e cagar. Sem companhia mofinamos (será que “mofino” fala em outro lugar fora aqui?) atrofiamos e morremos. Então é natural. Até o mais nerd retardado da nona série tem amigos.

Agora existem PESSOAS que querem ter SUPER PODERES sociais. E foi assim que foi criada A MODA!

No começo era normal. Eu me vestia assim e você se vestia assim e as tribos se identificavam facilmente. Agora é uma caralhada de penugem, pelos, couro, poliéstes e até látex por todos os lados. A “moda” não passa de um movimento pós contemporâneo cultural-comercial. Se assemelha perfeitamente com a onda da música cultural-comercial, por exemplo. Vide “Happy Rock” ou “Emo”por exemplo. E eu os chamo de movimentos culturais-comerciais não por serem culturais de fato, mas porque de tanto imposto e saturado pela mídia essas informações são assimiladas pela sociedade como se fossem de fato nativo. Olhe ao seu redor. O maioria do que escutamos, vemos, vestimos e até comemos não fazem parte da nossa realidade e história.

E tudo isso acontece com as roupas e outras putarias. Estilistas aleatórios esdrúxulos criam roupas ridículas e parafernálias absurdamente nonsense, a mídia mostra aquilo como “ESPETACULAR!!1!” e o povo aplaude. E pior! Alguns desses aplausos vem dessas pessoas que vestem aberrações visuais e humilham as que não vestem simplesmente porque não se encaixam no mesmo padrão que o seu. E quem ganha com isso? A Corporação. Não há nada ligado a gosto, desgosto ou estilo de fato. É dinheiro. A corporação paga a mídia e as ovelhas retardadas sem cérebro não lá e compram sem nem saber se é bom.

Uma ENORME demonstração disso foi o absurdo post do meu querido companheiro Douglas. Ele e mais outras pessoas ASSUMIRAM que o All Star NÃO É CONFORTÁVEL, mas por ser ‘BONITO” é o TÊNIS PREFERIDO.

O QUE HÁ DE ERRADO COM VOCÊS?

E no post a batuta pergunta: quem nunca teve um All Star?

EU.

Sempre achei revoltante o fato do All Star ser uma coisa americana nojenta que pra variar, brasileiro sem cultura vai e adota como se aquilo tivesse sido feito ESPECIALMENTE pra ele.

(Merda, o post tá ficando grande, vou ter de dividi-lo em partes)

Pra finalizar essa parte eu digo: GALEROW, TENHAM CULTURA! Leiam livros, assistam filmes, escutem música, especialmente tudo isso NATIVO! Valorizemos nossa cultura que é absurdamente rica e maravilhosa! Quer tênis? Saca só o que a marca HAVAIANAS mandou PRA EUROPA e tá vendendo na loja conceito daqui. Vamos valorizar o que é nosso acima de tudo, até porque todas essas grifes e “mimimices” não nos conhecem e não podem nos impor o que vestir, porque é uma grande “marca”.

Ok, “Que se Fôda a Móda 2” BORA, CAMBADA.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Combinando



Uma coisa que eu acho muito elegante é camisa com gravata, e para você não ficar no tradicial 2 cores (camisa de uma cor gravata de outra combinando com a camisa) trouxe esses exemplos de como ousar, misturando listras com xadres, essa combinação vai te dar um visuual super fashion e moderno, e não precisa necessariamente usar com uma calça social, você pode usar um jeans escuro ou ser mais ousado ainda e usar um calção curto, eu perticularmente adoro a combinação gravata+camisa+bermuda acima do joelho+ qualquer calçado sem cadarço, de preferencia escuro.


Agora uma coisa muito importante camisa deve ser sempre de algodão, por favor não utilize outros tecidos, como por exemplo, imitações de seda, ou ainda camisas com o tecido amassado, por favor isso é muito jacú!!! Camisas sempre lisas e de algodão!!!


Esse primeiro look que separei é super acessível: Camisa Osmose, gravata e bermuda Renner, sapato CNS e bolsa PuraMania. Todos esses itens são facilmente encontrados e com um preço ótimo.


Já o segundo look é para mostrar que gravata não precisa estar acompanhada de uma roupa social, com bermuda e um suspensório fica muito moderno e com um ar descontraido.


Ahhh e outra coisa, por favor são use gravata com ziper, aquelas que vem com o nó pronto. Ai temos um exemplo de como dar um belo nó na gravata



Bom pessoas outra coisa, gravatas não é mais um acessório exclusivo de trabalho ou eventos sociais, como podemos ver nos looks que separei, as gravatas podem e devem ser usadas no dia-a-dia, nessa sua nova combinação mais moderna e jovial.


Bjos

Lady Douglas, todas as segundas aqui no SAV

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

All Star: o antigo que continua novo


Sem dúvida alguma o All Star é o meu tênis favorito, mesmo não sendo o calçado mais cofortavel, é um calçado muito estiloso. Com certeza você já deve ter tido um All Star em algum momento de sua vida. Isso por que esse tênis é o mais bem suciedido e mais vendido da história. Até o fim do século XX tinham sido vendidos mais de 750 milhões de pares pelo mundo todo, e esse número deve ter aumentado muito mais, principalmente por que nos ultimos anos o All Star se tornou muito mais moderno e fashion.

Inicialmente foram produzidos em 1917, e adotados pelas forças armadas norte-americanas, posteriormente passam a ser utilizados por jogadores de basquete, porém não eram populares. Quando Chuck Taylor, um jogador muito famoso adotou o tênis como o seu preferido, o All Star passou a ter uma maior notariedade, e não demorou muito para ser um dos mais vendidos no mercado. Taylor gostava tanto do All Star que até deu algumos sujestões estéticas, e por isso a partir de 1923 ganhou sua assinatura na parte do tornozelo, passando a All Star Chuck Taylor.

Com o passar do tempo os consumidores exigiram mais variedades, principalmente para combinar com os uniformes das equipes, dai em diante virou o queridinho dentro e fora das quadras.
Em meados dos anos 60 e 70 ele não era mais um tênis esportivo, e era muito usado por bandas de Punk- Rock; na década de 80 por artistas televisivos; e na década de 90 voltou com tudo graças a Kurt Cobain; já em meados de 2000 surgiram infinitos modelos com cores e formas das mais váriadas

Sempre procurando por inovações o All Star passou a utilizar diversos materiais como couro, camursa, vinil, denim e canhâmo. Esse que é o diferencial do All Star, é um tênis que sempre se adequa ao seu tempo, trazendo formas e estilos modernos que fazem com que ele nunca saia de moda.
Infelizmente hoje a marca All Star pertence a Nike, e uma das principais mudanças foi no tecido, que é mais fino e tem uma durabilidade menor, surgiram modelos mais joviais e diferenciados, mas é claro que o preço desses modelos não é mais popular, alguns chegam a custar mais de 300 reais, uma grande diferença com os modelos mais simples de couro que podem chegar a 130 reais.

All Star, independente da sua idade sempre é uma boa pedida, para jovens fica descolado e fashion e para mais velhos fica muito jovial, e o melhor de tudo é que tem tantos modelos que com certeza vai ter um que combina com seu estilo e com sua idade. Para jovens indico cores alegres e vibrantes, pode exagerar nos desenhos, e nos modelos rockstar. Já se você tiver mais de 30 anos sugiro cores discretas e sobrias, sem muitos exageros e desenhos, um belo All Star de couro branco ou preto vai cair muito bem.
Outra coisa que acho super moderno é roupa social com All Star de couro; ou o look bermuda curta escura com camiseta branca e All Star meio cano colorido; ou ainda o look tradicional all star, calça jeans e camisa.
Os modelos escolhidos para esse post, são modelos que eu curto, meio cano, cores mais escuras, couro ou tecido com desenhos. All Star fica dica!!!

Lady Douglas
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Homens que vestem roupas femininas



Você conhece o Sr. Hosting e o Sr. Sonoeren? Não!! E se eu te falar que seus primeiros nomes são: Viktor & Rolf. Ainda não? Então sinto muito bunita, mas você tem que se informar mais sobre o mundo fashion.

Esses caras costumam usar smoking com gravata borboleta preta, mesmo corte de cabelo, óculos com amrmação parecida. Paracem gêmeos, querem confundir, nos deixar em dúvida de quem é Vicktor e quem é Rolf, por que basicamente "Acreditamos na ambivalência, e queremos celebrar o mundo dos sonhos em nossas criações" - Disse Vicktor, ou terá sido Rolf?

Dentre as suas abilidades notáveis, está a de fazer pessoas sonharem (em comprar o que eles fazem). Pensa que cobram barato? Vai sonhando. Eles não são comuns, suas abilidades para as artes são bem acima da média, o senso estético é bastante apurado e para não fugir a regra, são rigorosos na qualidade.

Agora, uma pena é que a especialidade deles não seja looks masculinos, mas de qualquer forma, se eu encontrasse algo criado por eles que servisse para um homem usar, não me preocuparia se foi uma criação direcionada para mulher.


Nesse sentido muitos se questionam, homem, independente de der gay ou heterossexual, pode usar roupa de mulher?


Conheço vários homens (gays e heteros descolados) que compram cintos femininos, casacos ou calças e usam sem o menor preconceito. Agora eu pergunto, uma atitude como esse teria o poder de mudar a sua masculinadade no sentido mais amplo da questão? É claro, que nessa hora cabe o bem senso, por que se você não for um travesti ou transformista e não estiver no carnaval, nada de roupa acinturada, roupa menor que o seu corpo, evite usar sapatilhas, bolsinha, tanga, biquini, meia calça, sandália... etc. ROUPA é apenas uma questão de conhecimento, de ampliar o leque de opção na hora da compra e não tem nada a ver com sexualidade. Lembrando sempre que estilo é diferente de exageros, e que essa coisa de que cada um tem seu estilo, tem mesmo só que uns tem um estilo nada estético!!!

Nesse sentido, de quebrar os estigmas de roupa definir a sexualidade do individuo, percebemos que quanto mais escalarmos nas classes sociais, mais notaremos homens a incorporar características femininas, com a sensibilidade, subjetividade, auto-controle, maiores critérios culturais e estéticos, e quanto mais descemos na pirâmide, o contrário acontecerá, mais vamos nos deparar com estereótipos de homens hipervirilizados, coçando o saco, sujos de graxa, trabalhando nas contruções, chamando de "gostosa" toda mulher que atravessa seu caminho.


Continuando no tema, você já viu alguma imagem antiga de príncipe com calças justas, babados, cabelo de diva e pensou, é Gay!!! E também provavelmente fez o mesmo com pessoas do seu tempo, que tem um jeito de se vestir fora dos "padroes"; o pior é que esse tipo de pensamento não é exclusivo de heterossexuais, gays também pensam assim, eu já pensei assim. E para mostrar que estilo não representa a sexualidade de uma pessoa, vou trazer um trecho do livro O Metrossexual - Guia de estilo:


" aos poucos, foi-se percebendo, por ambos os lados, homens heteros e gays, que há um certo poder e mistério na ambiguidade (lembra de V&R no começo do texto) e que confiança, segurança e senso de estilo são fatores que definem o homem moderno. Através da história, o conceito de de ideal masculino foi redefinido inúmeras vezes. Homens deixaram o cabelo crescer, mulheres queimaram sutiãs, gays sairam do armário e sapatos de plataforma ajudaram a elevar o perfil das massas"...


E assim continua sendo, tudo se mesclando e acabando aos poucos com as barreiras entre coisas de mulher e coisas de homens, na busca por um novo estilo, diferente do tradicional, porém não único, pois hoje ser autentico e diferente e único acaba se tornando igual e comum.


Lady Douglas

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