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sábado, 11 de dezembro de 2010

Bruno


- Boa tarde senhor, posso ajudá-lo?

O Dia foi bom hoje. Com sorte chego a minha comissão no fim do mês. Minha vida voltou aos trilhos e eu tô ficando até com uma garota legal.

Tá tudo nos “conformes”.

- Olá, garoto! – Voz grossa demais pra ser uma mulher. Voz fina demais pra ser um macho.

Eu estava agachado no balcão de vidro da minha loja. Levantei a cabeça. Congelei. Com todas as mercadorias na mão fui me pondo de pé, lenta e aterrorizadamente. Meus olhos se arregalaram. Era Bruno.

Se você, leitor, não sabe quem Bruno, CULPO VOCÊ por não prestar a atenção nos meus posts. Mas como eu sou bonzinho veja aqui quem é Bruno e fique tão chocado e com medo como eu.

Clique na imagem se não consegues ver.

Agora voltemos à programação normal

Era Bruno. O menor detalhe de minha maior destruição. A única testemunha ocular de Viktor. No meu trabalho. Sabendo quem eu era. Sabendo do meu lado. Da minha outra vida.

- Olá garoto pra você também! – Disse eu, cuspindo as letras me engasgando com as palavras. Eu sentia a musculatura de meus olhos se dilatar, de tão abertos – Como você tem passado?

- Eu to ótimo! Você trabalha aqui é?

Exatamente por isso que eu não permiti que o Viktor me desse carona pro trabalho. Seria saber demais. E agora Bruno, o sabe. Eu ainda pensei em inventar uma mentira enquanto ela saia da minha boca, mas seria inútil. Uma voz doce e tranqüilizadora disse-me: “Segura na mão de Deus e VAI, FILHO DA PUTA!”.

- Sim! Trabalho sim!

- Hmmm... legal.. – ele revirou os olhos.

Filho da puta... Filho da puta... FILHO DA PUTA. FILHO DA P-

- Então, como foi lá, depois que eu fui pra casa?

Não existe crime perfeito. E agora ele tá limpando o chão de meu ambiente de trabalho com sangue na frente da minha gerente...

- Foi legal.

- Ele te deixou em casa?

FILHO D-

- Não, fui de busão. Mas então, tá afim de levar um mouse? Só R$10,90 o de entrada PS2!

Como uma katana, meu corte dividiu o ar e atingiu ele.

Sem fazer nenhum efeito.

Ele sorriu. Uma pessoa que só tinha visto uma vez me tinha nas mãos. Seu sorriso era macabro e demonstrava o profundo prazer de poder.

- Não mas agradeço. Acho que vou indo agora.

- Ok então, bom resto de tarde pra ti.

- Pra você também – deu meia volta e se foi.

Ao ir ele segurou o lençol que cobria e abaixo disso eu estava desnudo. Caí de joelhos na cerâmica da loja. Meus olhos estavam tão esbugalhados que minhas pestanas engoliram minhas sobrancelhas. O meu coração bombeava tanto sangue que entrou em disritmia e começou a inflar. Estourou, jorrando meu sangue por todos os lados, principalmente na cara da minha gerente. Ela me olhava com um semblante tenebroso e maquiavélico. Meu maxilar se deslocou e caiu, rasgando minha pele e ao cair, o som de meus dentes tinindo na cerâmica fez as nuvens se tornarem negras e o céu avermelhado. Apoiei minhas mãos no chão e pensei comigo: EU FUI DESCOBERTO.

Isso era o que eu sentia.

O que eu realmente estava fazendo era esperar clientes na entrada da loja.

- Boa noite, senhora! Procurando algo em especial? – falei com um belo, mentiroso e convincente sorriso no rosto. E com uma sensação horrível na mente.

Lucas Greenfer.


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7 comentários:

Junior Healy disse...

Hummm....

Continua?

G, Machado disse...

Meu filho, o negocio esta engrossando...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Amapô disse...

kkkkk
isso ta parecendo historia de terror
depois do victor agora eh o bruno??
uehuehehee
vc devai escrever séria de tv ou novela

Amapô disse...

mas pq as hemácias hein??

Amapô disse...

ah tah
eu n tinha visto q tinha mais coisa no post
li agora
bem....
FUDEU
kkkkkkk
É TAUM BOM RIR DA DESGRAÇA QD ELA É ALHEIA

Afrodite disse...

Continua,né?Por favor...
E que merda sentir esse frio na barriga!
Sensação que deu merda....e feia!
Beijo!

Cores disse...

Foi bem divertido pra ele te ver, daquele jeito
Mas não deu bandeira, vc se saiu bem =)
adoro seus post =) Parabéns fantástico, Lucas

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